25 de junho de 2009

Filosofias vãs

Aprendi uma coisa nos últimos tempos, algo que vale a pena compartilhar com qualquer desavisado que esbarrar nessas singelas linhas digitadas nesta congelante madrugada.
E o que eu aprendi, pode não fazer sentido se você não passou pelo que passei, ou não aprendeu o que aprendi, ou mesmo já tenha passado por tudo, chegado às mesmas conclusões que eu, porém descobriu que estão erradas... Pode ser. Quantas vezes eu achei estar certa de tantas coisas e descobri que não estamos certos nunca, acho que se vivermos dez mil anos podemos descobrir dez mil verdades sobre dez mil coisas diferentes e mesmo assim estar errados até quanto a isso.
Mas enquanto não achamos uma provável inexistente verdade absoluta podemos dividir nossas verdades duvidáveis na esperança de ajudar alguém que não tem nem isso para se consolar.

- as coisas mais importantes da vida independem da nossa vontade, você pode trabalhar dez anos pra comprar um carro à vista e ser atropelado enquanto atravessa a rua da concessionária.

- as pessoas mentem. Você mente, e isso não o torna uma pessoa pior. Mas uma mentira tem proporções, e algumas mentiras mudam tudo e te fazem com o tempo esquecer quem você é de verdade e se você não sabe quem é, não sabe o que quer, nada te satisfaz.

- sabe quando algo não está legal, você está acima do peso, não tem grana pra comprar aquele perfume importado, pra ir à festinha fim de semana, ta com as contas atrasadas, a sogra te odeia, o patrão é uma mala, e você se sente à pessoa mais infeliz do universo? Sim, baby, existe coisas piores. Para de reclamar, faça alguma coisa pra mudar.

- às vezes você perde tudo que tem. E mesmo assim, você continua. Porquê? Porque a realidade não é a roupa, os amigos, a faculdade, o trabalho que você tem. Tudo que você precisa pra seguir em frente nasceu com você.

- depois de um tempo a gente aprende a ignorar muita coisa. Ao mesmo tempo em que aproveitamos essa habilidade esquecendo os problemas na hora de assistir a novela das oito, de dar risada no barzinho com os amigos, de cantar no chuveiro, ta, bem usamos ela pra esquecer coisas que não devíamos, como todo o dinheiro que alguns políticos roubam diariamente dos nossos bolsos, esquecemos que somos pessoas e temos nossos direitos e nossa dignidade, que não importa o quanto amamos alguém ainda temos que nos amar muito mais primeiro.

- temos a cada momento a chance única de mudar tudo. Agora mesmo você pode mudar toda a sua vida e essa é a maior dádiva que temos, a cada segundo escolhemos como queremos prosseguir e cada escolha nos leva a um caminho diferente.

- que devemos aproveitar realmente a vida, que precisamos amar mais a nós mesmos e aos outros e com o tempo percebemos que não importa se você é doutor em metafísica, médico, padeiro, lavadeira, gerente de banco, entregador de bujão de gás, pescador, dona de casa, adestrador, cantor, metalúrgico, inventor... Nada disso importa mais que as pessoas, pois quando você precisar são elas que vão estar com você, e que é muito bom conhecer muito de várias coisas, mas as coisas mais importantes da vida são exatamente essas que não podemos calcular, prever, argumentar, são essas verdades mutáveis e muitas outras que movem a humanidade e nos fazem cada dia seguir em frente, retroceder, cair e levantar, sempre, mesmo quando parece que não vamos ter a força necessária, como a fênix, cá estamos renascendo pra mais uma batalha, que chamamos carinhosamente de vida.

Obs – textinho à lá Shakespeare.. hduadhas, não foi intencional.
Claro que não quero comparar minhas escrivinhanças sem nexo com o cara.
E sim, beijos não são contratos, e presentes não são promessas.
O cara sabia das coisas :)

16 de fevereiro de 2009

Ando terrivelmente angustiada, morando nessa cidade.
Agora tive que trancar a faculdade o que me descontrola totalmente, pois pra mim era a única ligação com uma possível fuga daqui, pensava: não, tudo bem que agora eu esteja aqui, porque assim que eu me formar eu arrumo um emprego e me sumo, não falta muito.
Agora que esse sonho se foi fica esse desespero lento e essa dor profunda, um medo na verdade, medo de nunca ir embora, medo de não ser a pessoa que eu sempre quis ser.
Desde que posso recordar sempre quis ir embora daqui, acho que muito da minha personalidade se baseou nesse sentimento.
Nunca quis me moldar ao que os outros são, não mudei nada do que eu sou pra ter amigos aqui, nunca pensei sequer considerei a hipótese de envelhecer aqui.
Tenho que, como sempre dar um jeito.
Realmente a coisa não vem fácil pra mim. Parece que a vida aponta pra mim e diz: essa ai não desiste nunca, vamos torturá-la. Haahahha, triste e cômico.

28 de janeiro de 2009

Ah como sinto essa presença...
Principalmente nessas tardes onde o sol se despede nas minhas janelas.
E lembro de todas as coisas que não fizemos, mas sonhei.
Parecem parte do passado, como se as memórias fossem de fato, passado.
E o passando não fosse assim, ilusão.

26 de janeiro de 2009

16 de dezembro de 2008

Ando casada desse blog, dessa tentativa frustrada de fazer algo que não seja apenas um relato melodramático da minha vida, como se eu fosse capaz de criar ficção de qualquer coisa boa que seja ao mesmo tempo prazerosa.
Nasci nessa espécie de bolha-Murphy, tenho todos os motivos do mundo pra ser assim e não quero mais tentar de escusar desse fardo, nem mudar a realidade por um anseio, um lampejo de falsa qualquer coisa.
Ta confuso o texto e eu mais confusa ainda.
O que sei é que assim como esse blog veio a mim como um escape e uma esperança ele vai certamente cumprindo o seu papel, e deixando livre um novo blog, que tentarei manter o mais fiel possível aos meus pensamentos...
Tem muitas pessoas que não gostam de blogs pessoais, onde você escreve um “diário” da tua vida, mas eu acho válido, pois escrevo pra mim a maior parte das vezes, não quero que tenham mil acessos por dia ou algo assim.
Tenho que agradecer a todas as pessoas lindas e queridas que sempre estão aqui lendo e comentando tão sabiamente e que sempre serão bem vindas a qualquer blog meu.
Talvez eu me arrependa e volte a escrever aqui, mas não quero me sentir conectada a isso mais.
Sem mais delongas hehehe, goodbye.

9 de dezembro de 2008

Hehe



Ganhei um prêmio gentiii kk.
Adorei.
Obrigada a Ana querida, meu humilde blog agradece.
Bem, segundo as regras tenho que dar esse prêmio a 15 blogs, porém não acompanho tudo isso haha.
Vou dar aos que eu leio sempre, e que considero os melhores.
Lá vai :

Blog da Jana

Blog da Ana

Céu e Inferno

Muito boas escrivinhadoras essas meninas.

8 de dezembro de 2008

Modernidades.

É totalmente antinatural
Completamente antinatural
Assustadoramente antinatural

É o que eu exageradamente pensava agora mesmo, enquanto passava horas de filme, músicas e vários ebooks pelo pen drive pro computador...
Tenho 21 anos de idade, tinha a fita do Carrossel no meu walkman, o cd do Skank no Diskman, já usei Icq, já usei o Kazaa, já tive blog no tempo que ninguém tinha blog, tenho orkut desde 2004, myspace desde 2005, tenho um mp3 (que já está totalmente ultrapassado e não é substituído por falta de patrocínio), tenho um notebook, celular e todas essas coisinhas tão básicas nas nossas vidas... Ou seja, posso me considerar uma “pessoa modernosa”, e as coisas que facilitam nossa vida vêm tão rápido que nem percebemos... Ticket to ride continua a mesma desde 196 e algo, mas a maneira como escutamos mudou e muito.
Não quero ser anti evolutiva nem nada, mas me assustei hoje, com tudo que estamos fazendo tão rápido, e todas as coisas que antigamente eram raras e hoje comuns graças ao acesso que temos a essas tecnologias.
Pessoas como a minha mãe que não sabem nem ligar um computador estão sumariamente sendo "extintas".
E é estranho pensar que estamos nessa dependência tão forte de algo que nós mesmos criamos para facilitar nossas vidas.

Tem uma frase de um filme que eu gosto muito: “as coisas que você possui, acabam te possuindo, e apenas quando você perde tudo é livre pra fazer tudo.”.

Tem certo sentido meio utópico.