13 de outubro de 2008

Aniversário


Hoje é meu aniversário, 21 anos.
Há tempos pra mim não é uma data festiva, comemorativa ou qualquer coisa do gênero, mas pela primeira vez creio que as outras pessoas compartilham do meu desencanto.
Venho vivendo cada dia assim e hoje não é diferente.
Olho pra trás e vejo o quanto eu mudei, o quanto já vivi, como o que costumava ser importante hoje não é mais e coisas que nunca dei valor fazem falta.
Cada memória tem um lugar no coração, cada coisa seu “preço” e nem sempre é justo.
Deve ser assim que sabemos quando finalmente somos adultos, não pelo lado prático da coisa, mas aquele realismo duro e objetivo que um adolescente cheio de planos não consegue ter.
Simplesmente um dia a mais, sem comemorações, alguns telefonemas, algumas congratulações, sem bolo, sem pizza, sem bebidas nem cachorro quente na Vó Nina.
Sem sorrisos e sem sentimentos.
É... ser adulto é uma merda.

2 comentários:

Jana disse...

Se é uma merda, Stê, não seja.
Mantenha viva a criança que existe aí dentro, que os fardos e as chatices da vida adulta se tornam pequenininhas.
Como era, quando a gente tinha sete anos.
Lembra?

Feliz aniversário linda.
Acredite: as coisas não estão perdidas, nem tudo é poeira e escuridão.
A gente ainda nem começou.

Muitos beijos, abraços e apertões.

eliane disse...

Parabéns pra você
Nesta data querida
Muitas felicidades, muitos anos de vidaaaaaaa!
Mas agora eu entendo (em parte, claro) porque tu tens essa sensibilidade toda. Tu és libra, meu bem! Eu também estarei aniversariando daqui há uns dias.
Libra é signo do ar. Leve, livre, solto no espaço, alma de artista...
Minha querida Stê!
Que uma brisa suave te envolva neste momento, trazendo um perfume sutil, de paz, alegria e certeza de que, se aqui estamos, vivendo esta época truculenta, certamente por acaso é que não é.
Todos temos uma razão de aqui estarmos, fazendo parte desta família, morando nesta cidade e até acreditando, vez por outra, que nada faz sentido.
Tudo tem um porquê, e compete a nós encontrarmos a melhor forma de matar as charadas que aparecem, sem muita tristeza, desengano ou desesperança, mas sim com a certeza de que somos únicos, e através de nós temos o livre arbítrio de iluminar a nossa estrada, ou não.
Escolha viver tudo, Stê, com intensidade e inteligência suficientes para transformar as coisas ruins em lições que não precisarão mais ser vividas (porque compreendidas e assimiladas) e guardar no coração as emoções positivas que te transformarão, ao longo dos anos que forem passando, em uma pessoa em paz com a vida.
Fique com Deus, e que luzes de todas as matizes iluminem a tua estrada.
Muitos beijos e abraços